Fig 6 - Robert Mapplethorpe, X Portfólio, Helmut and Brooks N.Y.C., 1978, impressão de prata coloidal, 35cm x 35cm_1

Estética depois do Fim da Arte – Uma entrevista com Susan Buck-Morss

por Grant H. Kester

“Eu acho que museus, hoje, estão conservando não só objetos de arte, mas a ideia de arte – depois de seu tempo, por assim dizer.”

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Pequeno manual do ofício de representar pequenas vastidões (e algumas utopias sobre paisagens)

por Tiago Além Santinho

i. Ter uma imensa saudade sem objeto lá muito definível.

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Documentos do Coletivo Autônomo de Mediadores (2013) #1

A declaração e o relato aqui apresentados são resultado da auto-organização política das trabalhadoras e trabalhadores do setor educativo da 9ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. A declaração foi distribuída como um panfleto junto à intervenção dos mediadores na mostra. Os dois documentos foram publicados originalmente no blog do grupo .

No-18

Documentos do Coletivo Autônomo de Mediadores (2013) #2

A greve é um momento de verdade, cada um tem de escolher seu campo.

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Como ver com cuidado

por Ad Reinhardt

Em uma linguagem visual, simples, clara, científica, concreta, semanticamente-revista, isto NÃO É uma pintura abstrata.

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Cinco dificuldades no escrever a verdade

por Bertolt Brecht

Quem, nos dias de hoje, quiser lutar contra a mentira e a ignorância e escrever a verdade tem de superar ao menos cinco dificuldades. Deve ter a coragem de escrever a verdade, embora ela se encontre escamoteada em toda parte; deve ter a inteligência de reconhecê-la, embora ela se mostre permanentemente disfarçada; deve entender da arte de manejá-la como arma; deve ter a capacidade de escolher em que mãos será eficiente; deve ter a astúcia de divulgá-la entre os escolhidos. Estas dificuldades são grandes para os escritores que vivem sob o fascismo, mas existem também para aqueles que fugiram ou se asilaram. E mesmo para aqueles que escrevem em países de liberdade burguesa. (…)

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O cavalete e o canteiro. Sobre o livro de Sérgio Ferro, Artes plásticas e trabalho livre (2015)

por Gustavo Motta

A natureza geral do processo de trabalho não se altera, naturalmente, por executá-lo o trabalhador para o capitalista, em vez de para si mesmo. Mas também o modo específico de fazer botas ou de fiar não pode alterar-se de início pela intromissão do capitalista. Ele tem de tomar a força de trabalho [bem como os meios de produção], de início, como a encontra no mercado e, portanto, também seu trabalho da maneira como se originou em um período em que ainda não havia capitalistas. A transformação do próprio modo de produção mediante a subordinação do trabalho ao capital só pode ocorrer mais tarde […].
Karl Marx, O capital, 1863

written by Bob Haney and illustrated by Jack Abel[6] in Star Spangled War Stories #102 (Apr._May 1962)

A infância da arte: valor sem trabalho/trabalho sem valor?

por Guilherme Leite Cunha e Gustavo Motta

Tal qual o martelo, um sapato ou um fuzil, as obras de arte, desde que passaram a existir, invariavelmente possuíram uma utilidade. São objetos externos, coisas, as quais por suas propriedades satisfazem necessidades humanas de qualquer espécie (se essas necessidades “se originam do estômago ou da fantasia, não altera nada na coisa”). Objetos e coisas, portanto, que, de acordo com os variados costumes históricos e sociais, detiveram funções comuns, ainda que simbólicas – saciando o “apetite do espírito, tão natural quanto a fome para o corpo”. Contudo, suas funções originais se foram e hoje só permaneceram – obras de arte.

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Arte contemporânea: sobre a implantação do sistema de (valorização do) valor

por Guilherme Leite Cunha

No mundo criado pelo capitalismo financeiro, as obras de arte se transformaram em uma mercadoria exemplar. Com isso, a mercadoria arte é, por assim dizer, uma tábula-rasa para a produção de valor, onde quer que ela esteja e por quem quer que ela seja emitida (pois não há necessariamente um objeto material a ser fabricado). Uma vez que essa mercadoria não coloca objeções de uso, sua realidade dependerá exclusivamente do constructo simbólico fetichizado criado sobre ela. Diante da lógica do marketing pós-moderno, que tem por trabalho criar significados sociais para produtos, a arte contemporânea se configura como paradigma – de valor que se valoriza de modo fictício, dispensando exemplarmente a categoria do trabalho. (…)

Niterói- O incêndio do GRAN-CIRCUS Norte Americano1961

Dazibao suplica

Como todos sabem, o maior problema de se fazer uma revista de crítica é que é quase impossível conseguir textos, resenhas, entrevistas e similares que escapem ao peleguismo-baba-ovismo-lambe-botismo-zé-maneísmo-paga-jabá reinante no meio das artes. Assim sendo, se você tiver ou souber de algo legal que não se enquadre nisso, pega nosso email e nos escreva.

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“Esta noite eles decidiram não mais discutir sobre arte contemporânea”

por Benoit van Innis